«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


domingo, 11 de julho de 2010

E estava ali sozinho, a ver o mar destruir as construções feitas em areia pelos mais novos. E inevitavelmente, lembrei-me de ti. Costumávamos ver o sol a dar lugar à lua, naquela praia, nas tardes de fim-de-semana. E víamos sempre o mar a tomar o controlo da praia, de todas as praias. É um gesto bonito o do mar, em dar a sua areia por momentos às crianças para construírem os seus castelos e buracos... e à noite, volta a assumir o controlo daquela praia. De todas as parais. E assim como uma onda que vem, lembrei-me de ti. E como uma onda que vai, partis-te outra vez. Será que para sempre?

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