«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


quarta-feira, 12 de maio de 2010

E sem saber bem o que fazia, ela escreveu na folha dele:

«Não consigo, no entanto, deixar de respirar de alívio, apesar destas lágrimas que teimam em cair e salgar-me o rosto, mesmo sem eu querer.»

E ele só conseguiu assentir afirmativamente com a cabeça, ou como quem não tinha ouvido nada, ou como quem se sentia tão cansado de pensar e sentir o mesmo que ela.

E ela percebeu que era, sem dúvida, a segunda opção.

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