«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tu...

Tu que me gritas quando eu não quero ouvir, que me levas onde eu não quero, que me arrastas e me levas a dizer o que não quero, só para te agradar. Tu, que me odeias e me amas, que me descartas quando te fartas e que me puxas quando sentes saudades. Tu, que no fundo sabes que não consegues viver sem mim. Tu... que eu sei tão bem nunca vais saber que te escrevi isto. Porque o mar está a chegar ao mesmo tempo que tu - e quando tu chegares ao pé de mim, já vais ver a areia limpa, e as letras a irem naquele mar salgado - que me chama a escrever para ele, porque ele me entende tão bem... e tu, tu nunca me hás de entender. Mas é assim que nós gostamos. É assim que, pelo menos, toda a gente gosta de ti. E eu também.
Adeus!

2 comentários:

  1. Tu tens talento puto!!! Ouve o que te digo!!

    Quando fores um escritori famoso, é favor não esquecer quem te incentivou!!!!

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  2. adorei ;)

    Um dos melhores!

    Um beijo enorme ;)

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