Ela vivia cada dia de forma igual. As mudanças eram poucas. As alegrias, tristezas, sorrisos e momentos que a fizessem levitar eram quase nenhuns. E ela acomodou-se. Acomodou-se a pensar que era a vida que merecia e que a culpa era dos outros. Acreditava que a infelicidade que vivia era a felicidade que lhe era permitida e a que lhe estava reservada. Vivia com o amor de um homem, e sabia que não o correspondia. Não queria saber. Ele amava-a, mas ela achava que era porque também ele se tinha acomodado. Não pensavam mais além, não pensavam no «e depois?», já quase não pensavam. Viviam cada dia de forma monótona, com as horas a passar e a vida - apesar de parecer parada - corria. E eles não sabiam.
Ela queria mudar, mas não sabia o quê. Queria viver, mas não sabia como. Queria conseguir amá-lo, mas estava sem vontade de tentar. Acomodara-se a tudo. À vida, ao amor que recebia e ao que não tinha de dar, às pessoas que passavam sem a ver e às pessoas que a viam e viravam a cara - com medo de que esta história pudesse ser a delas.
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Essa é a história de mais de metade das pessoas que passam na mesma rua!
ResponderEliminarPura realidade !