«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A moldura da gravura era verde. O desenho estava a preto e branco. E mostrava-nos a nossa ponte engolida pelo nevoeiro. A mesma imagem que hoje vimos juntos. E a emoção foi a mesma: como podem o branco e o preto, a ponte quieta e o nevoeiro silencioso trazer-nos tantas memórias, tantos momentos que nos vão custar apagar da tela que tem sido a nossa vida? Como o desenho que víamos naquele quadro de moldura verde, que quando choveu ficou com uma única cor: um cinzento vazio.

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