Será sempre a mesma coisa. Escrever para ti com os nervos da última conversa ainda presente. Com a saudade dos próximos tempos sem te ver. E claro, com as lágrimas que me lembram a impossibilidade de um futuro calmo, sem interferências e feliz. Nunca há-de acontecer. Ninguém deixaria. Nem nós próprios, não é?
Escrevo para ti sempre à pressa. Com medo que alguém me descubra, que me rasgue a folha em pedaços pequenos depois de a ler e de gozar. É por ser à pressa que é bruta, simples e muito pouco perfeita, como deveria ser. Desculpa.
É sempre à pressa que nos amamos. É sempre à pressa que nos vemos. A vida obriga-nos a isso. E nós também. Não queremos que mais ninguém saiba. Seria difícil. Não queremos dar nas vistas e dar-lhes a oportunidade de nos separarem. Enquanto der para nos irmos vendo, para nos irmos amando, para chorarmos e rirmos juntos mesmo que por pequenos momentos, será bom. Será bom porque é o melhor que conseguimos. E isso já me chega, para acordar todas as manhãs e pensar que falta menos um dia para te ver.
Desculpa escrever-te sempre à pressa, mas não quero que me rasguem também esta folha. Vai assim, como a escrevi. Com tudo o que sinto. Com palavras simples, e com tudo o que me apetece dizer-te:
Amo-te.
LINDO
ResponderEliminar