«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Que raiva que me metes. Por todos os minutos desperdiçados contigo e por todas as vezes que te defendi. Por todas as vezes que me viraram a cara e por todos os momentos em que não te tive.

Sinto raiva por ter dado de mais. Por ter esperado de mais por ti e por ter dado de mais de mim. Por todos os sinais que não entendi e por todas os meus olhares que ficaram sem resposta.

É mesmo raiva - raiva por te ter dado tudo o que sou, e por tu não retribuíres como sempre esperei. No fundo, raiva por esperar algo. Porque amar é gostar sem esperar algo. E eu esperei. Que raiva.

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