«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


quarta-feira, 31 de março de 2010

No bar. Às 10 e 10.

Ela passeava sem destino,
Dançava com o vento.
Olhava sem rumo,
Não tinha ambição.
Vivia cada dia pior,
Sem alma no coração.
Respirava sem saber,
Vivia sem querer.
Desconhecia o olhar que a via.
Nem pensava, mas acontecia.
Alguém de olhar sereno e virgem,
Observava-a e, sem culpa, despiu-a.
Sentiu-se incomodada, e partiu.
E ele, sentiu-se inútil e fugiu.
Ganhou vida e escreveu.
Era um escritor sem dom,
que procurava sensações.
E ela uma mulher com vida,
que procurava ambições.
E assim a vida continuou.

1 comentário:

  1. Um dia destes peço autorização e faço e posto-te no meu blog!

    Tens MESMO a certeza que tens 19 anitos?!?!isto vem de onde!?!?

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