- Não, por favor, não!
Foram as últimas palavras que Cristina disse, o seu mundo tinha acabado. Era o fim, o seu fim.
Sem saber como, Manuel tinha acabado de calar Cristina. A sua mulher morrera-lhe nos braços.
- Como é que é possível? Acorda! Não me deixes!
Eram estas as palavras que Manuel dizia, depois de perder a sua mulher, de a ver partir por tanto sofrer. Manuel tinha agora dois filhos para educar, para fazer crescer com felicidade. Mas como fazê-lo? Era Cristina que fazia isso, era ela que cuidava da casa, era ela quem educava e tratava dos filhos, e sem perceber como, Manuel viu-se sem a sua mulher. Chegou a ambulância.
- O que raio aconteceu aqui? – perguntou o para-médico chocado com o cenário que observava, mas infelizmente sabia a resposta, não era a primeira vez que se deparava com situações destas.
- Não sei homem. Ela está morta? – perguntou Manuel aterrorizado.
Sim, Cristina tinha realmente partido. Partido para um mundo bem melhor, onde iria ver os seus filhos crescer e ao mesmo tempo não ia ter de ver o seu horrível marido espancá-la diariamente.
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[escrito a 18 de Setembro de 2008. já na altura a escrita era um mundo. o meu mundo. ou melhor: o mundo que eu queria para mim.]
Tenho uma vaga ideia deste texto certo? Foi numa das aulinhas da Prf. Isabel Barcia ?
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