Ele enrolava e desenrolava a fita das chaves, que faziam barulho. Pensava em tudo o que tinha vivido. Pensava nas palavras que ouvira, no dia que vivera, e sem se aperceber, o seu coração batia a toda a velocidade. Queria sair dali. Mas não sabia para onde. Vivia aqueles momentos dolorosos outra e outra vez. Viveu-os vezes sem conta. Queria mesmo sair dali. Mas não sabia como. Sem se aperceber, o coração acalmava. E os pensamentos acalmavam também. O momento estava a chegar. Tinha de se acalmar, e por saber isto, o seu organismo respeitava e seguia estas instruções inconscientes. E as mãos de quem viveu uma vida naquele dia colocaram a chave na ignição e no volante e arrancaram. Sem destino, ou talvez não. O destino ele sabia qual era. Tentar a cada dia morrer para reencontrar o amor que acabara de enterrar.
...
Que fim tão forte! Lindo.
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