Era um dia normal na vida de Eduardo. Acordar cedo, preparar o pequeno-almoço para Ângela e o lanche do filho Diogo, gostava de dar esta ajuda à mulher que era quem levava o Diogo à escola, quem o ia buscar, quem lhe dava banho, quem ajudava nos trabalhos de casa, quem brincava com ele, quem lhe dava o jantar e quem o deitava todos os dias.
Eduardo só vê o filho acordado de manhã, pois chega tarde a casa e Diogo já dorme, como ele em tempos dormiu.
Eduardo não se importa desta meia-hora matinal que dá à mulher e ao filho, é como o jantar de família diário que só acontece ao fim-de-semana. A mulher não gosta de jantar tarde, mas espera por Eduardo todos os dias para jantarem juntos e passarem algum tempo de qualidade.
Neste dia normal, o despertador tocava à mesma hora. Eduardo levanta-se tentando não perturbar Ângela, mas ela acordava sempre com o despertador de Eduardo. Neste dia depois de dizer 'bom dia' disse simplesmente:
- Hoje não quero café, quero chá.
Para Eduardo era estranho, pois Ângela era viciada em café, e de manhã é que se começa o dia... Mas se Ângela pedia, Eduardo fazia. Era nestas pequenas acções que Eduardo tentava compensar o facto de estar fora de casa todos os dias das 08.00 às 21.30.
As suspeitas de traição de parte a parte já existiram, mas o amor entre este casal era invulgar e quem os visse diria que era 'até que a morte os separe'.
E foi mesmo, na opinião de Eduardo, o facto de Ângela ter pedido chá em vez do habitual café já anunciava algo de diferente.
Aconteceu, Ângela teve um acidente quando ia buscar Diogo à escola e acabou por morrer a caminho do hospital.
Eduardo neste dia conseguiu sair mais cedo do trabalho, sem saber o que se passava. Recebeu uma chamada enquanto conduzia. Era do hospital, Ângela morrera. Sem tempo para respirar enquanto desliga o telfone as lágrimas começam a cair-lhe e o telfone volta a tocar. Era da escola de Diogo, ainda ninguém o foi buscar. Eduardo vai.
Quando Diogo o viu, para além de toda a alegria de ver o pai em vez da mãe, achou tudo aquilo fora do normal. O pai abraçou-o com tanta força que Diogo desconfiava. Eduardo chorou e Diogo também. Iam ao hospital para saber promenores. Quando chegaram a casa Diogo dormiu, Eduardo não. Nada fazia sentido. Ângela morrera mesmo. Como era isso possível? Ele queria morrer também, mas não podia. Diogo percisava dele, e ele ia viver. Quando se apercebeu eram 07.30 e o despertador tocava. Levantou-se e decidiu que ia viver pelo filho, ia ser mãe e pai, ou melhor ia ser o pai presente que nunca tinha sido e que agora era necessário.
A tristeza imperava, mas os dias passaram e quando um ano passou sobre a morte de Ângela, Eduardo apercebeu-se de como era verdade aquele provérbio que diz «O que não nos destrói, torna-nos mais fortes!» e desta forma percebeu também que só quando se viu nesta situação notou que tinha força e que teve de encontrar ainda mais para viver e sobreviver perante este momento da sua vida.
domingo, 20 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Verbo Saudade
Estavas, mas deixas-te de estar.
Vias, mas deixas-te de ver.
Sentias, mas deixas-te de sentir.
Olhavas, Sorrias, Ouvias, tudo
isto sem saberes que te via.
Gostas, sem quereres gostar.
Pensas, sem quereres pensar.
Eu sei, sem querer saber
que partiste, e aí, senti Saudade!
Vias, mas deixas-te de ver.
Sentias, mas deixas-te de sentir.
Olhavas, Sorrias, Ouvias, tudo
isto sem saberes que te via.
Gostas, sem quereres gostar.
Pensas, sem quereres pensar.
Eu sei, sem querer saber
que partiste, e aí, senti Saudade!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Dedicado à Diana:
Nos dias que passo contigo, tudo se acalma e parece não me perturbar.
És quem eu gosto, és quem me faz bem, és verdade, és genuidade, és tu!
Representas aquela amizade que vai prevalecer e que vai durar mais do que durou tudo!
Gosto de te conhecer, gosto de ser teu amigo, gosto de como és, gosto de como nós somos, por que sei que gostas de mim! Eu também gosto de ti, muito!
Obrigado pela amizade genuína!
Parabéns! [31.03.2008]
Nos dias que passo contigo, tudo se acalma e parece não me perturbar.
És quem eu gosto, és quem me faz bem, és verdade, és genuidade, és tu!
Representas aquela amizade que vai prevalecer e que vai durar mais do que durou tudo!
Gosto de te conhecer, gosto de ser teu amigo, gosto de como és, gosto de como nós somos, por que sei que gostas de mim! Eu também gosto de ti, muito!
Obrigado pela amizade genuína!
Parabéns! [31.03.2008]
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