«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


quarta-feira, 26 de março de 2008

Sim, traí-te!

Senti que estavamos mal, acho que já nem isso sentia. Já não havia nada para sentir. O teu cheiro já não me desperta, o teu olhar já não me excitava. Mas acima de tudo, sei que nunca vou deixar de te amar. Amei-te durante anos, antes de te conhecer já te amava, depois continuei a amar-te, cada dia mais. Começamos a nomorar e o amor não paráva de crescer. E nunca parou. Descobri em ti tudo. Foi perfeito!

Mas como humanos que Deus criou, erramos. O arrependimento, só eu sei como mata. Amei-te sempre enquanto vivi. Ainda vivo, mas sem ti, morri. Sinto-me mal, mas acima de tudo sinto que aquele amor ainda aqui está, é eterno. Multiplica-se a cada dia que passa, é o resultado das saudades.

Quero voltar a ter-te, quero-te a ti, quero voltar a ter esse cabelo a brilhar ao sol e esses olhos a dizer sim.

Tenho de deixar esta traição. Desculpa por tudo! Não vou voltar à tua vida, mas vou continuar a pensar como seria a nossa. Sinto, a cada dia que passa, a morte, lentamente a consumir-me. A apoderar-se de mim.

Não posso exigir nada, mas só queria pedir - MATA-ME DE VEZ, e DESCULPA por te ter traído com esta... que é a droga!

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