O silêncio devia trazer-lhe calma, mas não, só a inquietava.
Inquietavam-na as palavras por dizer, os sentimentos nunca falados.
Os sentimentos que queria poder gritar ao mundo.
Um mundo que não estava preparado para tanto ódio na mesma pessoa.
Porque há, quer queiramos quer não, pessoas com muito ódio.
Ódio por aqueles que não foram como deveriam ter sido.
Que foram menos ou mais, mas que não foram o que todos esperavam.
Porque teremos sempre o problema de corresponder àquilo que de nós esperam.
E as expectativas inquietam-nos a todos quase tanto como o silêncio a inquietava a ela.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
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