«nestas coisas da escrita, não é raro que uma palavra puxe por outra só
pelo bem que soam juntas»

José Saramago in A Viagem do
Elefante


domingo, 20 de junho de 2010

E a tua inocência, a tua verdade, o teu medo, e a tua simplicidade característica, estavam todas ali, naquele sorriso tão simples, que me fez ganhar o dia.

Se todos os dias sorrisses assim para mim, e me tocasses com ele, como hoje me tocaste... Corria já para junto de ti, e ajudava-te em tudo o que pudesse. Mas o principal seria ver todos os dias esse sorriso! Por favor, nunca deixes de sorrir. Pode ser? É que eu gosto mesmo quando o fazes... Porque depois de ti, sinto-me obrigado a sorrir também!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mas custa tanto... É difícil olhar-te sem saber o que dizer, o que fazer. Sem saber sequer o que é isto que sinto. Esta mistura de sentimentos, de sensações. Como me posso sentir tão feliz por ver o meu sonho a realizar-se e ao mesmo tempo tão triste por saber que tu ficas aqui - a ver-me partir, a ver-me ser feliz com outras pessoas, enquanto o devia ser para sempre mas contigo. Sempre contigo. Vou viver o meu sonho... mas e o nosso sonho? Onde é que ele fica?
Custa tanto, esta mistura de sentimentos que me deixam a chorar por saber que um de nós será o sucesso e o outro o fracasso. Por saber que nunca mais será a mesma coisa...
Custa-me tanto pensar em tudo isto. Que o melhor que tenho a fazer, na impossibilidade de sentir apenas alegria, é viver o que me resta contigo. Depois, quando tiveres de me ver partir, aí ficarei triste, por saber que morrerás triste, sem mim. Mas podes partir com um sentimento garantido: o meu. Que será para sempre teu. Independentemente de onde vá, de onde os sonhos me levem, das pessoas que conheça e dos sonhos que realize, quero ser para sempre assim: teu!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para ninguém e para toda a gente... porque não merecem mas porque eu quero!

Gostava mesmo de saber o que fazes agora.
...
O que pensas... está bem eu confesso; gostava de saber se ainda pensas em mim... Se ainda mereço uns segundos dos teus dias, se ainda me amas como em tempos amaste... É que se amas, eu não tenho sentido nada.
Esforça-te um bocadinho mais. Como eu me esforço a cada dia por fazer desta vida uma vida que valha a pena ser olhada. Por ti e por todos.
Vá lá, não te encostes! Pensa mais além!
Pensa que vale a pena, pensa que tudo vale a pena!
E pensa que este sonho tão grande que eu tenho, pode ser vivido contigo... era tão bom...
E só penso outra vez na mesma coisa: se alguém descobrisse o teu e meu segredo... Mas não vão descobrir! Nós não deixamos, pois não?
E eles acham-se espertos, mas não o são. São burros e cada vez os odeio mais!
Cada vez os odeio mais por pensarem que são espertos, por pensarem que sabem tudo e por pensarem que têm o direito de saber tudo. Não têm! E nunca hão de saber tudo. Isto em que penso é só meu! É o meu sonho, que só partilho com quem quero. E tu és a única pessoa com quem o quero partilhar de momento...
Por isso aproveita bem, está bem? Aproveita, porque um dia me vou vender e vou ser de toda a gente que me quiser. E aí vou sorrir ainda mais e pensar que sou feliz, porque me vou esquecer deste lado simples da vida que é pensar em ti e ficar feliz...
Porque pode haver dias felizes, sabias?
E principalmente, porque posso escrever sobre nada o tempo que me apetecer! Só me ouves se quiseres... tu também és livre! Vá não te esqueças de me amar e de ser livre... ah, e uma coisa não impede a outra, por isso tenta também ser feliz... porque é tão bom!

[não está em itálico! e se não perceberam a mensagem, é porque não tem nenhuma mensagem! é só porque me apeteceu! vão lá às vossas vidas que vos entristecem, e pensem naquelas vidas felizes... como se fosse preciso eu vos dar esse conselho... desapareçam!... ahahah... (também não está em itálico!) hoje a vida não faz sentido. mas algum dia fez, ou vai fazer?]

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Hoje é aquele dia que queria mesmo dar-te boas notícias, para te animar um bocadinho. Mas talvez fosse mais para me animar a mim também...
Mas não te trago boas notícias. Trago-te as mesmas vontades. As mesmas caras - com os mesmos semblantes carregados e as mesmas preocupações de sempre. Sem quaisquer notícias ou novidades.
Enfim, o mundo não muda assim tanto só porque nós queremos, não é?
Vou esperar até ter boas notícias. Assim que as tiver venho logo contar-tas - para também me animar um bocadinho com o teu entusiasmo... Pode ser?

domingo, 13 de junho de 2010

Numa Noite Escura

A noite ia escura e a Lua não brilhava. Nada naquela noite brilhava, e isso era mau. Não se via vivalma, e isso era ainda pior!
Luís ia ter com a Raquel, iam jantar e tentar ser felizes num mundo que não queria muita gente feliz, principalmente nesta noite.
Mas eles contrariaram o mundo e decidiram que sim, que naquela noite e nas próximas noites que partilhassem iam ser felizes.
A noite continuou sem brilho, mas os olhos de Luís e Raquel brilhavam muito - quase capazes de iluminar a noite escura!
E conseguiram: contrariam aquela noite e foram felizes. Mostraram ao mundo que não valia a pena lutar para lhes dar mais noites escuras, porque eles iam iluminá-las sempre - desde que estivessem juntos...

Porque podemos lutar pelo que queremos, porque podemos mudar o que está mal, eles mudaram aquela noite, e foram felizes, mesmo contra uma noite escura e sem brilho, que toda a gente sabe, são noites más; pior: são noites tristes.

sábado, 12 de junho de 2010

Porque pode ser poético o amor que te tenho.

A ideia que tenho de ti faz-me tão bem! Tudo o que penso só me lembra a poesia feliz. Aquela que fala de sorrisos e de amores verdadeiros. Como o que sinto por ti! Porque este amor podia dar um poema, podia resultar num livro de sorrisos e boas sensações. Porque é assim que me sinto, sempre que te olho, sempre que penso em ti. E pensar nos nossos segredos, que ninguém sabe, ou vai saber. Também eles davam um livro. Um livro de mistérios, mas sempre com sorrisos. Porque a vida tem de ser assim, e mesmo com segredos, sorrio a pensar em como é que alguém se iria sentir se soubesse quem tu és.
E quem eu sou... Enfim, a vida podia dar um livro, e este amor podia, perfeitamente, ser poético... Mas não o é. Pelo menos por enquanto, quem sabe um dia...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E as lágrimas secaram, o tempo passou e a tua presença foi óptima, mesmo que por momentos tão curtos...

Depois veio este dia. Este dia em que fiz tudo, sempre a pensar em ti... Sempre a pensar como seria se aqui estivesses, como me comportaria contigo, como pensaria ao pé de ti...

Depois fiz aquelas coisas que têm de ser feitas, mas lembrei-me de nunca duvidar de ti, e da promessa que me fizeste ontem, como em todas as outras vezes, que nunca me deixarias... porque acredito mesmo nessa promessa, embora às vezes me esqueça...

É assim, esquecemos o que mais amamos, esquecemos que há sempre quem esteja pior que nós, esquecemos sempre de como seria, se não tivesse de escrever estas palavras para poder estar perto de ti.

Enfim, as lágrimas partiram, vão voltar um dia, mas nesse dia quero-te ao pé de mim, pode ser? Assim vai ser mais fácil combatê-las e vencer-lhes de cada ataque que me façam, como aqueles que hoje te fizeram... e que vences-te com esse sorriso contagiante.
Não consigo evitar a lágrima que cai em primeiro lugar. Nem todas as outras que a seguem. Surgem sem saber. Ou talvez saiba... talvez porque não me sinto convosco, talvez porque me sinto a mais, talvez porque sinto de menos, talvez porque nunca tenha sentido.
Talvez um dia isto passe. Mas por enquanto continua. E não é nada bom.